Tecnologia e Espiritualidade

quinta-feira, 20 de agosto de 2015




EGOISMO

         Egoísmo (ego+ismo)) é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antônimo de altruismo.
         O egoismo é o pior de todos os vícios e dele se deriva todo o mal e para combatê-lo é necessário reformar as instituições humanas, com a educação poderá ser extirpada do coração humano. A perda do egoismo será conseguida pelas sucessivas experiências de causas e efeitos. Não é humana em si mesma. Quando a lei da justiça for participada por todos, poderemos compreender que somos cúmplice deste mal efeito e que nos atinge nas mais profundas imperfeições da personalidade e atrasam no nosso progresso moral.
         O desdobramento da percepção no outro semelhante, como referência de exemplo, poderá discernir a imperfeição em si, através das próprias atitudes em uma simulação de uma situação experimentada.
         As pessoas costumam falar na primeira pessoa como: eu sou..., eu faço, eu quero, meu isso, meu aquilo. Destaco uma frase bastante intrigante: " O homem é tão egoísta que foi preciso falar-lhe que de uma recompensa em outra vida, par que ele praticasse o bem nessa." 
Não confundir egoismo com o instinto de conservação. Pois este último é inato do ser humano pela sobrevivência e o outro é pelo poder e seu engrandecimento.
        Outra frase muito interessante: " Se as coisas são feitas para serem usadas e as pessoas para serem amadas, por que amamos as coisas e usamos as pessoas?" Bem compreendido, temos nisso o objetivo e o meio para alcançá-lo de uma forma cruel e leviana.
       Pode ser confundida com outras imperfeições, por estar associada às características afins. Por exemplo: a avareza é uma forma de egoismo. Ambicionar  e não querer compartilhar, pode trazer muitas restrições  de sentimento e necessidades alheias. E está muito relacionado ao próximo. Este é objeto da antipatia pessoal, o qual o seu sucesso  pode trazer angústias. Querer o bem só para si é a forma pura do egoismo.  Primeiro passo é encontrar como originou-se este conflito e impulso nato e criar fórmulas para gradativamente policiar-se e retomar o controle do equilíbrio, através de um padrão ideal de comportamento exemplar. Feito isso, contemplar para que afirme esta nova condição e não tenha uma recaída por descontrole e transtorno explosivo.
         Já se perguntou varias vezes por que está nesta vida  e até se sentiu injusto a sua condição atual. O que não se lembra, é que o fato de que é a única forma legítima, natural e segura do autoconhecimento para as vicissitudes das inclinações morais e físicas individuais . A experiência de vida é o único de fato que pode afirmar a integridade genuína particular.
         

terça-feira, 18 de agosto de 2015

                           NOSSO CORPO FÍSICO

         Uma das hipótese fundamentais e principais da biologia celular é o de que todas as células se originam a partir de células pré-existentes, com exceção do ovo ou zigoto que, nos seres vivos com reprodução sexuada, resulta da união de duas células reprodutivas (gâmetas), cada qual com metade da informação genética de seus ascendentes.
         A mitose é um processo de divisão celular, já que, a partir de uma célula formada, originam-se duas células com a mesma composição genética (mesmo número e tipo de cromossomos), mantendo assim inalterada a composição e teor de DNA característico da espécie (exceto se ocorrer uma mutação, fenômeno menos comum e acidental). Este processo de divisão celular é comum a todos os seres vivos, dos animais e plantas multicelulares até os organismos unicelulares, nos quais, muitas vezes, este é o principal ou, até mesmo, o único processo de reprodução (reprodução assexuada).
este processo se divide em fases e duram em média de 50 à 80 minutos.
       Todas as células de noso corpo se renovam de forma diferente de expectativa de vida. Hemácias por exemplo, vivem cerca de quatro mêses enquanto que os leucócitos viver um ano. Célula do cólon vivem apenas quatro dias e neurônios duram a vida inteira.
Cabelo: Elemento natural do corpo, tem uma vida útil de cerca de seis anos para as mulheres e de três anos para os homens.
Fígado: O fígado é o “desintoxicador” do corpo humano, responsável pela purificação de uma grande variedade de contaminantes do organismo. Tem suas células renovadas em períodos que variam entre 150 a 500 dias.
Estômago e intestinos: As células que revestem a superfície do estômago e dos intestinos têm uma vida curta e difícil. Constantemente acometidos por corrosivos, como ácidos, normalmente duram, em média, apenas cinco dias.
      As células da sua pele duram duas ou três semanas; os espermatozoides vivem por apenas três dias.
Ossos: As células do sistema esquelético se regeneram quase constantemente, mas o processo completo leva um total de 10 anos. O processo de renovação diminui à medida que envelhecemos, por isso, os nossos ossos ficam mais frágeis e fino.
       Fisiologicamente, o envelhecimento está associado à perda de tecido fibroso, à taxa mais lenta de renovação celular, e à redução da rede vascular e glandular. A função de barreira que mantém a hidratação celular também fica prejudicada. Dependendo da genética e do estilo de vida, as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir em 50% até meia-idade.
      Contudo, depois de elucidado de como funciona o nosso organismo, não tem desculpa para ficar parado. Antigamente as escolas levavam mais à sério a educação física e ensinavam como a praticar exercícios localizados e também os aeróbicos. Assim já de pequeno, criava  o hábito salutar de manter o corpo em atividade metabólica e evitar diversas doenças provocadas pelo sedentarismo.
 
   O homem moderno esta cada vez mais em estado absoluto de inércia. A dança da vida celular exige cada vez mais atitude responsáveis e conscientes. Não podemos viver um mundo artificial e sem sentimentos. A matemática da vida é implacável e os números não mentem por si. Os números estão em toda as áreas da vida, é preciso saber o que soma e o que diminui.
      Podemos dizer assim que todo nosso corpo depois de dez anos será renovado. Só ficar tento com relação as precauções que lemos ali e acolá. Os manuais da vida são direito de todos e estão afixados em tudo quanto é lugar.


quinta-feira, 13 de agosto de 2015


SANTÍSSIMA MARIA

Nos testemunhos do Evangelho encontramos registrados das palavras ditas e respectivas  respostas para Maria, mãe de jesus:
Palavras de Maria

A Anunciação por Eustache Le Sueur, um exemplo da arte Mariana do século XVII. O anjo Gabriel anuncia a Maria que ela dará a luz a Jesus e lhe oferece lírios brancos.

Nos Evangelhos Maria faz uso da palavra por sete vezes, três delas dirigidas ao Anjo da Anunciação, o Magnificat em resposta a Isabel, duas dirigidas ao seu Filho e uma só e última vez dirigida aos homens (aos servos das bodas de Caná) que a Igreja Católica conserva com todo o valor de um testamento:

· Na Anunciação:

· Como poderá ser isto, se não conheço varão? (Lucas 1:34).

· "Eis aqui a serva do senhor, faça-se em mim, segundo a Tua palavra (Lucas 1:38)

· Na Visitação (o Magnificat):

· "A minha alma engrandece o Senhor." (Lucas 1:46-55)

· Jesus entre os doutores:

· "Filho, porque fizeste isto conosco? eis que teu pai e eu te procurávamos angustiados." (Lucas 2:48).

· Bodas de Caná:

· "Não têm mais vinho"... (João 2:3).

· "Fazei tudo o que Ele vos disser" (João 2:5)
Palavras dirigidas a Maria

Nos Evangelhos por oito vezes a palavra é dirigida a Maria:

· Na Anunciação:

· A saudação do anjo: Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo

· O anúncio da Encarnação: Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho a quem porás o nome de Jesus. (Lucas 1:30-33).

· Por obra e graça do Espírito Santo: O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o que nascer será chamado Santo, Filho de Deus.(Lucas 1:35-37).

· A Profecia de Simeão:

· Simeão Lhe fala da espada que trespassará o coração: ...e uma espada trespassará a tua própria alma a fim de que se descubram os pensamentos de muitos corações. (Lucas 2:34).

· Na Visitação:

· Isabel ao responder à sua saudação: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! (Lucas 1:42-45).

· Jesus entre os doutores:

· O menino Jesus a responde no templo: Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai? (Lucas 2:49)

· Nas Bodas de Caná:

· Cristo:Respondeu-lhe Jesus: Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou. (João 2:4)

· Stabat Mater:

· Por Cristo na Cruz: Jesus, vendo a sua Mãe e, junto d'Ela, o discípulo que amava, disse à sua Mãe: "Mulher, eis aí o teu filho." Depois disse ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe." E daquela hora em diante o discípulo a levou para sua casa. (João 19:26-27). 

        Nos apócrifos encontramos registros da vida de Maria como a primeira Cristã da história do Cristianismo. 
        Nas psicografias de Chico Xavier com relação ao plano espiritual, a Santíssima coordena as assistências com muito amor toda a Humanidade inteira.
       O  espírito Emmanuel ditou, por meio de Chico Xavier em 1983, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. 

     
        Não é nos permitido saber o nosso passado mais distante de outras reencarnações porque alteraria nosso equilíbrio psíquico. A resistência em acreditar no processo reencarnatório é compreendido, visto que é uma aversão íntima da nossa consciência com relação nossas imperfeições. E assim procura desesperadamente justificar nas escritas dos textos sagrados, interpretando-a de forma à provar contrário ao fato. Uma vez superado isso, torna-se aceitável este planejamento divino. 
        Sempre que nosso coração sincero faz um pedido legítimo o plano superior distintamente atende ao nosso auxílio de forma indireta conforme merecimento individual ou coletivo.
        A forma humana espiritual é de perfeição. Se observamos alguns traços familiares, é de forma providencial para que atraia nosso entendimento. Com efeito,  o que caracteriza é a impressão da energia que nos toca o coração e a alma. Isto emocionalmente é indescritível.



quarta-feira, 12 de agosto de 2015


       
       
IMPRESSÕES PSÍQUICAS

As impressões emotivas cotidianas somam com nossas tendências pessoais individuais. Conhecendo as imperfeições pode-se compreender como nossos padrões estão acima ou abaixo das nossas próprias expectativas da perfeição. O conhecimento universal nato do senso comum permite-nos o discernimento entre o certo e errado, como  a ação e reação. Os pesadelos que projetamos possui um caráter moral acrescentado com o absurdo surrealista. 
         Diante do incrível e dos diversos tipos de projeções mentais distorcidos por sensações físicas, que excitam nossos receptores neurais e conseqüentemente nosso subconsciente age instintivamente. O cérebro é um órgão à parte, porque dele que conseguimos interagir com o plano físico.Todos os sentidos como a visão, sentimentos de medo, espaço e tempo, orgulho, arrependimento, angústia, são no plano espiritual, as sensações que prevalecem. Nas esferas mais baixas a subjugação é prior, onde o escravo e o senhor são as fontes principais de relacionamento. A prepotência e a maldade, o medo e a covardia pela falta do amor e da fé. É uma corrida de caçador e caça, como em muitos delírios.
        Os cientista quase totalidade são unanimes em acreditar que nossas consciências são os "Olhos de Deus". Não adianta querer enganar o Onipresente, o Onisciente e Onipotente. O auto engano é demagogo e ilusório. Apenas os circunscritos levam adiante este engano dos sentimos e sentidos.
       Não esquecer que os cetis podem serem pagos ainda nesta jornada.
       Vigie e faça uma retrospectiva. Não vão faltar mestres para poder auxiliar. Felizmente contamos com esse precioso recurso. O preconceito e o orgulho são nossos respectivamente, primeira e última expiações.
       Um parágrafo que sintetiza muito bem isso, posso encontrar muito bem escrito no Livro dos espiritos, capítulo XVI da autoria do espírito Lázaro, Paris, 1863: 
      "O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que afronta as angústias da luta, é austero e flexível; pronto a dobrar-se às diversas complicações, permanece inflexível diante de suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais do que a si mesmo; ele é, ao mesmo tempo, juiz e escravo em sua própria causa."
       Os desafios são constantes e dinâmicos mas devemos persistir, resistir e compreender a verdadeira natureza de nossos objetivos. A evolução depende de muita de nossa abdicação e trabalho ao desenvolvimento moral.

quinta-feira, 23 de julho de 2015




CONFIANÇA

      João foi o discípulo que mais presenciou todos os feitos de Jesus. Inclusive no seu ultimo momento apresentou como filho de sua mãe Maria.
“E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa” (João 19:25-27).
        
         Jesus conhecia tudo que iria acontecer de forma profética. Sua missão corria de forma perigosa e sua fama teria ameaçado a zona de conforto privilegiada dos líderes religiosos judeus. Jesus veio mostrar as novas leis, sintetizando no Amor ao próximo e na reforma íntima. A reencarnação não era bem aceito naquela época  como não é nos dias atuais. Esta repulsa e preocupação é compreendida. Ninguém quer aceitar valores que os colocam em uma situação de desprendimento materiais, morais  e de conquistas,  que nos são muito cobiçados. 
         Há relatos em psicografias de espíritos que viram Jesus na esferas superiores e de que também, existem  missões relevantes de progressos em nossas esferas sendo desencadeadas.
         Através dos detalhes dos fatos de quando Jesus  passou por aqui, conseguimos decifrar de como funciona o intercâmbio das informações trocadas, pela intuição ou por mediunidade entre os planos material e anímico. Certamente Jesus tinha a essência  do mecanismo mediúnico transcendental. É fácil compreender isso atualmente pela observância das leis que Jesus queria relacionar, que conflitavam na época com as leis mosaicas dos judeus, que eram compostas de 613 disposições de ordens . O foco principal aqui, é como a fluência do ensinamento interagia, em contrapartida com a resistência da crença de alguns pontos principais imperativos, ainda que especulativos. A reencarnação é um desses pontos conflitantes. Quem quer se submeter às provas partindo apenas de sua essência mal formada e imperfeita? 
           A natureza humana se forma com a substância de que gerou. A alma se reveste com a aura espiritual e corresponde à um dos diversos corpos que compomos. O núcleo com os genes comportam características sublimes de gerações de mutações morais e subsequentes compostos energéticos individuais. As emoções criam uma impressão profunda que transforma o nosso campo animístico. A emoção transformadora, com poder de impulsionar o ser para as esferas superiores são as emoções que estamos à séculos experimentando, porém junto com elas, seus antagônicos nos jazem  de forma persistentes e avultas. O controle das emoções é o nosso primeiro ponto de partida. Diferenciá-los e controlá-los são o segundo segmento. Precisamos praticar valores que acalmam e refrigeram nossa consciência. É nela que Deus olha o mundo que acreditamos  no nosso íntimo e não existe o meio termo .  É em vão querermos  acreditar naquilo que convenhamos.
         Para punir o mal Deus criou a justiça, para ensinar o amor, permitiu-nos a criação final de sua obra.    




        

segunda-feira, 20 de julho de 2015

   



"WAPTOKWA ZAWRE" (DEUS)

        Todas a s etapas evolutivas da natureza humana ainda se preserva na crosta terrestre. Nosso conhecimento e consciência da vida de modo geral são muito limitadas. E com a modernidade, esses laços se estreitam cada vez mais. Isto é. Ficamos cada vez mais tapados, como um antolho onde nossa visão fica restrita à uma só direção.Entende-se que apenas uma leitura do assunto em questão, não se compara com experiências de causas, vividas e praticadas in loco.         Nas comunidades indígenas, nas regiões do norte e centro oeste, destacamos os xerentes cuja língua nativa, aqü~em, as frase de sua língua também variam com o gênero e número, formando frases diferente para determinados modos como nós também fazemos com a nossa língua. Isso determina que é uma essência linguística natural . Por exemplo: - Ai si picõ ?! (tradução: - Cadê sua esposa?!) Se for colocar na forma pretérita ou passada seria pronunciada diferente. Algumas palavras eu consegui memorizar como câ - água, depró- café, catuzê- mistura, que pode ser carne, bolo, pão ou outro acompanhamento do café("depró"). Biró- milho e nomes de animais diversos. Agora o mais importante que eu queria mencionar. Deus é "Waptokwa Zawre". Sim eles acreditam que existem espíritos perversos, malfazejos, que trazem doenças e incitam brigas entre parentes e amigos. Eles se utilizam de incensos, rezas em línguas muito antigas, em desuso deles mesmos. Artefatos, danças rituais e alguns caso de unguentos, chás e pinturas características. É o Curandeiro da aldeia. Um ancião com conhecimentos misticos herdado de geração a geração por longo tempo. A mim resta naquele contexto, apenas observar sem tirar conclusões. Quem sou para poder discernir naquela época , tamanha discrepância antropológica social.
          Consegue entender tamanha afronta do ser humano? Acreditar que neste ecossistema, em que se encontramos, pois tal se acha que se estivesse em situação igual teria maior capacidade e evolução. Pois pois teria que se despojar da recente situação de conforto que se encontra, onde todo o aparato tecnológico a sua disposição e prazer se encontra pronto e em avanços constantes de desenvolvimento tecnológico. Os aborígenes resta apenas  escandalizar-se com  a aproximação da civilização e não entendiam como os produtos alimentícios estavam expostos em prateleiras prontos para consumo e em embalagens que  só precisaria, como mágica,  de um pedaço de papel para fazer a troca. Fora isso e mais algumas discrepâncias, o homem primitiva vivia de forma similar ao contemporâneo. Formavam famílias de forma idêntica, a maioria de forma monogâmica. Pagavam dotes para o patriarca em troca da filha mais nova.Tinham filhos , educavam e ensinavam a falar.Também faziam as cerimônias de núpcias, as festas comemorativas de época, o preparo dos alimentos,como  a farinha de mandioca, o curau do milho, o cozimento dos alimentos e também descobertas dos  efeitos das ervas, como os venenos e psicotrópicos para eles e para aos animais. Inclusive usavam como artifícios para pescas, onde certas ervas possuem propriedades de alterar as condições físicas e desoxigenação dos rios. E o incrível que eles têm consciência da periodicidade em que podem fazê-lo sustentavelmente, sem causar desequilíbrio do habitat.
            Na natureza Deus ou como conheciam os silvícolas Xerentes, "Waptokwa"(uápitocuá- pronúncia), Senhor e criador de tudo, era o que eles também acreditavam. Acreditavam que colocou dentro de cada ser, uma essência natural , tal cada ser possui uma individualidade ímpar. O exemplo disso pode-se observar noos insetos como o "zãmbu(formiga), que possui vida diferente da "aikte nrã"(minhoca). Ninguém ensina para a formiga o que ele deve fazer e nem para a minhoca, Uma vive organizada e em comunidade cada qual com sua função específica, outra  cega, cavando , aerando, comendo e excretando a terra para tornar fértil.
          Continuando com a lista de exemplos, citamos o "supra kre~ti (vespão) e ao wrãhêpo (barata). Se pesquisarem como se relacionam, ficariam pasmados e com certeza sentiram um sentimento inusitado com relação a repugnância da wrãpêpo. Sentiriam pena, dó desse ser em vez de repugnância.
Funciona assim: a vespa precisa de um hospedeiro para injetar seus óvulos para eclodirem. Pode ser uma "sbi" (aranha), uma barata, ou outros inseto. Só que com a aranha, que é mais comum de encontrar nas vegetações terrestres, a vespa precisa lutar mortalmente e às vezes ela perde a luta. Com a wrãhêpo(barata) é diferente. Ela ferroa a barata com uma quantidade super controlada de veneno, para deixá-la apenas em estado de zumbi, imóvel. Depois vem a etapa seguinte, que é a inoculação das larvas na Blattodea (nome científico da barata(wrãhepo)), que por sua vez vai crescer e se alimentar da sua carcaça viva e estática. Este é o ciclo de vida da vespa. Caçar um hospedeiro para sua prole. Essa é sua essência de vida. Nasceu sem precisar aprender, puro instinto.
           Por fim, isso vale para todos os outro animais, par o castor com suas represas, para o joão-de-barro com suas casinhas, para o besouro bombardeiro com seu jato de água fervente, para o lagarto de deserto com seu espirro de sal de cozinha, entre outros, eles se disponibilizam de conhecimento e técnica nata de sua espécie, que ficaram registrado em algum fragmento em seu DNA. Isso é uma característica de todos os animais, inclusive do homo sapiens.
         - Mas o que o homem já nasceu sabendo sem que precisasse aprender?
          Voltamos ao começo deste texto. Aos autóctones indígenas. Qual a característica principal em todos os primitivos de todo o globo terrestre, inclusive aos mais isolados? A resposta está no "sekwa" (pajé). O curandeiro místico, vidente, comum em todas as aldeias, principalmente às que nunca tiveram contato com qualquer outra civilização ou tripo. Está na sua crença religiosa.
         Antropologicamente então concluímos que todo homem tem dentro de si, a consciência da existência de Deus. Para os indígenas, pode ser representado simbolicamente por um totem, um astro como a lua (animismo: Deus Lua), as estrelas, o sol, ou também algum lugar, como: rio, cachoeira e muitos outros tipos.
         Por isso que todos temos a necessidade de acreditar em alguma divindade, seja qual religião que herdamos ou  simpatizamos-nos com  sectarismos e excentricidades.
         A resposta de tudo, com certeza está na Natureza.
         
       

domingo, 1 de março de 2015






LÁZARO, O ESPÍRITO DO AMOR

Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita - agosto/2005

Lázaro é a forma grega da abreviação hebraica lãzãr - Eleazar - "Deus ajuda", e João o cita em seu Evangelho, nos capítulos 11 e 12.

É apresentado como irmão de Marta e Maria, residentes todos em Betânia, distante cerca de uma hora de Jerusalém. Era uma aldeia singela, cercada "por imensos campos de cevada, pequenos bosques de olivedos e figueiras" (1), no caminho de Jerusalém para Jericó.

A aldeia era um contraste à aspereza da Judéia, pelo verdor de que se revestia. Os declives eram cheios de folhagens, as casas brancas mostravam seus alpendres floridos e flores miúdas enfeitavam o tapete de relva verdejante.

Lázaro, como suas irmãs, amava Jesus e o dizia abertamente. Jesus era como um membro da família e recebido sempre com alegria. Quando o Mestre se encontra nas proximidades, é ali, na casinha risonha e franca, que é recebido à porta pelo amigo, com efusivo abraço e o ósculo no rosto.

Em Betânia teve Jesus uma segunda família, no ninho de afeições que lhe oferecem os amigos. O amigo dedicado, Lázaro, lá estava. Era o único lugar onde o Galileu podia gozar algumas horas de sossego, de intimidade familiar - era como se estivesse em casa. Lázaro é, pois, o grande e devotado amigo de Jesus.

Foi em Betânia, enquanto o Rabi narra ao amigo os últimos acontecimentos e explana sobre o futuro, enquanto a noite avança, que se deu o célebre episódio em que Jesus enfatiza a escolha da melhor parte, conforme narra Lucas no seu Evangelho, cap. 10:38-42.

Quando Lázaro adoeceu, no mês de shebat (fevereiro), Jesus se encontrava pregando na Peréia e as irmãs lhe remeteram um mensageiro. Foram dois dias de marcha e o recado foi breve: "Senhor, eis que está enfermo aquele que amas."

O profeta de Nazaré o sossega, despedindo-o com a certeza de que "aquela enfermidade não levaria à morte, antes era para a glória de Deus." Passados dois dias, Jesus empreende a jornada de retorno à Betânia, portanto, ao chegar ao seu destino, Lázaro estava com quatro dias de sepultura, pois morrera no mesmo dia em que o mensageiro de Marta e Maria transmitira a Jesus o recado.

Por ser uma família distinta e estimada, havia muitas visitas na chácara de Betânia, quando a notícia da presença de Jesus O precede. Marta vai ao Seu encontro e, na encruzilhada, à beira da povoação, avistando-O, fala-lhe: "Senhor, se estiveras aqui não teria morrido meu irmão." Parece uma queixa e um velado pedido, que se reveste de leve esperança.

Não longe dali ficava o sepulcro de Lázaro, num rochedo da encosta. O acesso se dava por estreita escada rústica e uma escura galeria subterrânea, com um bloco de pedra, em forma de mó, tapando a boca do sepulcro.

Jesus pede a Marta que chame sua irmã e, acompanhado ainda por todos os judeus que estavam na casa àquela hora e seguiram Maria, o Mestre se dirige ao local onde o corpo do amigo estava encerrado.Narra o evangelista que Jesus chorou. Embora os judeus tenham comentado que aquela era a demonstração do quanto o Rabi amava Lázaro, as Suas lágrimas sentidas e sinceras se deviam à constatação da ignorância de que os homens ainda eram portadores e, conseqüentemente, pelas dores que os avassalariam por largo tempo empós.

Ao comando de Jesus, Marta manda abrir o túmulo. Um hálito pestífero se espalha pela vizinhança. Envolto em largas faixas embalsamadas de essências raras, o rosto coberto com um sudário, lá está o cadáver.

Ora o Mestre ao Pai e depois brada com voz vibrante: "Lázaro, vem para fora."

Alguma coisa branca se move no fundo escuro da catacumba. Aproxima-se. Os contornos parecem mais nítidos. Caminha lentamente. E, enrolado da cabeça aos pés nas faixas do embalsamamento, Lázaro respondeu a Jesus: "Eis-me aqui, Senhor!"

Quando a noite se fez, Lázaro é novamente o bom hospedeiro, andando, sorrindo, comendo do pão que todos comiam. Era o motivo de todas as alegrias. Ao mesmo tempo, um motivo de terror.

Para aquela gente, ele se tornou um enigma. Quais seriam suas recordações daqueles quatro dias em que estivera no Vale da Morte? Mas ninguém ousava lhe perguntar as aventuras da misteriosa viagem.

Pelo desconhecimento da letargia, nas semanas que se seguiram, quase que não se falava de outra coisa em Jerusalém e arredores. Jesus nem tocara no cadáver. Apenas ordenara e Lázaro agora estava no meio deles, em perfeita saúde. Muitos o procuravam e ele se tornou alvo de curiosidade geral. Depois de verem a Lázaro, os curiosos iam ter com Jesus, contemplando com um misto de admiração e medo aquele homem de Nazaré, que dava ordens à própria morte, e a morte Lhe obedecia.

Quando, uma semana antes de Sua morte na cruz, Jesus retorna a Betânia, narram João, Marcos e Mateus que a localidade fervilhava de peregrinos, por causa das celebrações da Páscoa judaica.

Jesus foi convidado a jantar em casa de um tal Simão, chamado leproso. Talvez um daqueles que Ele curara em algum momento da Sua jornada de luz pela Terra.

Lázaro foi convidado, naturalmente, para tomar lugar à mesa do festim. Personagem tão distinto não poderia faltar. Entretanto, desde que o Amigo Celeste o trouxera de retorno à vida física, despertando-o do sono letárgico, Lázaro não é mais o mesmo. Tudo ao seu redor, a paisagem risonha, a casa confortável, a delícia da vida, tudo se tornou uma coisa sem importância.

Lázaro entendera a mensagem de Jesus. Os homens o temem porque percebem que o sangue palpita nas suas veias, seu corpo é quente, seus olhos brilham, seus lábios sorriem. Ele retornou "do outro lado", e dentro dele a vida canta "como esplende na paisagem colorida e na asa dos pássaros." (3)

Em Lázaro há uma intensa alegria pois reconhece a verdade nas palavras de Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim viverá, ainda que tenha morrido; e quem em vida crê em mim não morrerá eternamente."

Séculos depois, quando o Espírito de Verdade prepara a vinda do Consolador, Lázaro integra a equipe.

São de sua autoria as páginas, A afabilidade e a doçura, Obediência e resignação, A lei de amor, O dever, que se encontram em O evangelho segundo o espiritismo, no capítulo IX, itens 6 e 8, capítulo XI, item 8 e no de número XVII, item 7, ditadas todas no período de 1861 a 1863, em Paris.

Bem se revela Lázaro como aquele que muito amou a Jesus, elegendo-O à condição de amigo e seguindo-O, na qualidade de Guia e Modelo, quando afirma: "O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência..."

"... A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais...Quando Jesus pronunciou a divina palavra - amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo." (O evangelho segundo o espiritismo, cap. XI, item 8)

Trecho do Evangelho Segundo O Espiritismo:


INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

A LEI DE AMOR

  O amor resume inteiramente a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu início, o homem não tem senão instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas este sol interior que condensa e reúne em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e aniquila as misérias sociais. Feliz aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor seus irmãos em dores! Feliz aquele que ama, porque não conhece nem a angústia da alma, nem a miséria do corpo; seus pés são leves, e vive como que transportado para fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou esta palavra divina – amor –, ela fez estremecer os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo, a seu turno, vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino; estai atentos, porque esta palavra ergue a pedra dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando sobre a morte, revela ao homem maravilhado seu patrimônio intelectual; não é mais aos suplícios que ela o conduz, mas à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito, e o Espírito deve hoje resgatar o homem da matéria.

Disse eu que no seu início o homem não tem senão instintos e aquele, pois, em quem os instintos dominam, está mais próximo do ponto de partida que do objetivo. Para avançar em direção ao objetivo, é preciso vencer os instintos em proveito dos sentimentos, quer dizer, aperfeiçoar estes, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; eles carregam consigo o progresso, como a bolota encerra o carvalho, e os seres menos avançados são aqueles que, não se despojando senão pouco a pouco de sua crisálida, permanecem escravizados aos instintos. O Espírito deve ser cultivado como um campo; toda a riqueza futura depende do labor presente, e mais do que terretres, levar-os-á à gloriosa elevação; é então que compreendendo a lei do amor que une todos os seres, nela encontrareis as suaves alegrias da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.(LÁZARO, paris,1862).

sábado, 28 de fevereiro de 2015

                        
O ÁLCOOL E METABOLISMO CORPÓREO

 O consumo de álcool acarreta em uma transformação metabólica do organismo que resulta numa sequencia desastrosa de distúrbios em vários órgãos com duração bastante relevante. Pode levar o sobrepeso caso o consumo seja constante ou apenas finais de semanas. Isto incluem estoques e depósitos de cavalares gorduras. Nas mulheres ocorre em locais específicos de acordo com sua genética, mas nos homens, além dos inchaços no pescoço, rosto, pernas e a cinturinha, quer dizer,barrigão d'água inchado; as gordura se acumulam desastrosamente e o metabolismo declina, e qualquer esforço físico pode causar mais mal do que benefícios.

Não adianta enganar-se (auto engano), de que apenas bebo aos finais de semanas com amigos, bebo socialmente, pequenas doses já causa distúrbio elevados que se mantém constante e um pouco crescente a medida que vamos aumentando a quantidade etílica. Funciona mais o menos assim: O álcool é uma fonte de energia diferente de todas as outras, pois não pode ser estocado no organismo. Como uma substância tóxica, deve ser eliminado imediatamente. Assim, o álcool tem prioridade no metabolismo, alterando outras vias metabólicas, incluindo a oxidação lipídica, o que favorece o estoque de gorduras no organismo, que se depositam preferencialmente na área abdominal.


Sem contar que a legislação brasileira para controle da qualidade de produtos é tão corruptas quantos os políticos , pois as cervejas, que são as mais consumidas em milhões de litros, são constituiídas mais de metade do álcool de amido de arroz, ou de milho para que os cervejeiros aumentem seus lucros. È só olhar o rótulo do conteúdo que os salvam de qualquer processos "malte e cereais não maltados" além dos indispensáveis, porém venenosos estabilizantes e conservantes.Não tem jeito, cerveja importada de malte 100% ,nem pensar, os tributos alfandegários somados com os internos elevam os preços ao dobro e meio do valor real, que fica inviável financeiramente.


Tá difícil usar de artifícios para aumentar aquele sensação artificial de bem estar e relaxar, bebendo com amigos sem escorregar e cair fundo nas consequências das sequelas metabólicas.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015


Animação no Maya Auto Desk

        Impressionante os recursos atualmente em computação gráfica. Com o aperfeiçoamento das resoluções das telas com construção de múltiplas linhas de imagens e processadores com maior capacidades, foi possível desenvolver programas em 3 D de modelagem de objetos. Com isso muitos criadores puderam deslanchar suas criatividades.
       Primeira animação sem renderização no Maya.Dublagem com minha filha Vic de 10 anos, na forma de brincadeira,rs. Em breve farei alguma animações de histórinhas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014


O CAMINHO PARA O CRESCIMENTO ESPIRITUAL

O nascimento de João Batista é cercado de episódios reveladores daquele que seria o precursor do Messias.  Sua mãe, Isabel, já avançada em idade era considerada estéril; seu pai, também entrado em anos, era sacerdote e duvidou da mensagem do anjo que anunciava a gravidez da esposa e, por duvidar, ficou mudo até o nascimento do menino.  Por fim, o nome dado à criança surpreendeu a todos, por ser um nome não usual na família, mas Zacarias insiste no mesmo e, assim, volta a falar. 
Ainda no ventre da mãe, João reconhece a presença do Menino quando Isabel recebe a visita de Maria.  Desde sempre os destinos dos dois meninos estarão ligados: o batista e o cordeiro de Deus, primos, companheiros de uma mesma missão.

Os evangelhos nos narram o episódio do Batismo de Jesus como o primeiro encontro de Jesus de Nazaré com João Batista, quando ambos já estão em idade adulta. Certamente, porém, não era o primeiro encontro entre aqueles que eram primos.  Ambos foram gerados a partir da revelação da possibilidade diante do impossível: um, filho de uma virgem; outro, de uma que já se considerava estéril. 

O primeiro encontro, ainda no útero materno, foi um transbordamento de alegria e louvor.  Suas mães eram portadoras de um mistério e, cúmplices, fizeram de seus corpos instrumentos da revelação de Deus à humanidade.  Isabel, portadora do Precursor, no primeiro momento daquele reencontro entre as duas primas, anunciou – como mais tarde seu filho o faria – que naquela jovem que chegava estava sendo gerado o Messias: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” (Lc 1, 42).

Certamente outros encontros familiares se seguiram àquele primeiro.  Brincadeiras de infância, cerimônias, descobertas...  Anos se passaram até que nas águas do rio Jordão os primos voltaram a se encontrar.  O homem João, após longo período de isolamento no deserto onde vivia uma vida penitências e oração, seguia sua vocação de profeta, e anunciava que o Messias viria.  Batizava nas águas do rio, simbolizando desde já o caminho para o encontro da humanidade com Deus: conversão – misericórdia – amor - serviço. O homem Jesus que chegou às margens do rio queria ser batizado por João porque estava prestes a abraçar aquele mesmo caminho que o primo anunciava.  E, cúmplices do Mistério como suas mães, vêem o céu se abrir e o Espírito do Senhor se manifestar na forma de uma pomba e escutam o próprio Deus falar: “Tu és meu Filho amado, em ti está o meu agrado” (Mc 1, 11).

Água e Espírito se apresentam como sinais de conversão.  Um lava, o outro restaura.  A água tem sua natureza ligada à geração e à manutenção da vida humana.  Simboliza a purificação, o renascimento.  O Espírito salva, redime, fortalece, torna divino o que é humano.  João batizava com a água. Era o batismo simbólico do Precursor, cuja liturgia até hoje celebramos.  Dizia que depois dele viria um outro – Jesus – que nos batizaria no Espírito. Era o anúncio do maior dos profetas, de que a salvação era chegada através do Espírito de Deus manifestado em Jesus Cristo, que revelaria com sua vida o caminho para Deus: conversão – misericórdia – amor – serviço.  O mesmo caminho anunciado por João Batista. Era Deus revelado àqueles homens que a própria vida uniu por laços familiares e por ideais. 

Que possamos também nós seguir este caminho que João Batista e Jesus de Nazaré nos anunciaram.  Só assim, estaremos vivendo em plenitude nossa condição de batizados e batizadas, membros do povo de Deus. 

João 3
1 Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus.
2 Ele veio a Jesus, à noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais milagrosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele".
3 Em resposta, Jesus declarou: "Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo".
4 Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!"
5 Respondeu Jesus: "Digo a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito.
6 O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito.
7 Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo.
8 O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito".
9 Perguntou Nicodemos: "Como pode ser isso?"
10 Disse Jesus: "Você é mestre em Israel e não entende essas coisas?
11 Asseguro que nós falamos do que conhecemos e testemunhamos do que vimos, mas mesmo assim vocês não aceitam o nosso testemunho.
12 Eu falei de coisas terrenas e vocês não creram; como crerão se falar de coisas celestiais?
13 Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem.
14 Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado,
15 para que todo o que nele crer tenha a vida eterna.
16 "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.
18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus.
19 Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más.
20 Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus".

sábado, 23 de agosto de 2014

JESUS E OS ELEMENTARES



Em Mateus 8, encontramos:
23 Entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.
24 De repente, uma violenta tempestade abateu-se sobre o mar, de forma que as ondas inundavam o barco. Jesus, porém, dormia.
25 Os discípulos foram acordá-lo, clamando: "Senhor, salva-nos! Vamos morrer!"
26 Ele perguntou: "Por que vocês estão com tanto medo, homens de pequena fé?" Então ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança.
27 Os homens ficaram perplexos e perguntaram: "Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?"
Em Marcos 4 encontramos:
35 Naquele dia, ao anoitecer, disse ele aos seus discípulos: "Vamos para o outro lado".
36 Deixando a multidão, eles o levaram no barco, assim como estava. Outros barcos também o acompanhavam.
37 Levantou-se um forte vendaval, e as ondas se lançavam sobre o barco, de forma que este ia se enchendo de água.
38 Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: "Mestre, não te importas que morramos?"
39 Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: "Aquiete-se! Acalme-se!" O vento se aquietou, e fez-se completa bonança.
40 Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?"
41 Eles estavam apavorados e perguntavam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?"
Em Lucas 8, encontramos:
22 Certo dia Jesus disse aos seus discípulos: "Vamos para o outro lado do lago". Eles entraram num barco e partiram.
23 Enquanto navegavam, ele adormeceu. Abateu-se sobre o lago um forte vendaval, de modo que o barco estava sendo inundado, e eles corriam grande perigo.
24 Os discípulos foram acordá-lo, clamando: "Mestre, Mestre, vamos morrer!"
25 Ele se levantou e repreendeu o vento e a violência das águas; tudo se acalmou e ficou tranquilo.
"Onde está a sua fé?", perguntou ele aos seus discípulos.
Amedrontados e admirados, eles perguntaram uns aos outros: "Quem é este que até aos ventos e às águas dá ordens, e eles lhe obedecem?"

              Jesus certamente repreendeu alguém. Este alguém eram a água e o vento. E eles o obedeceram imediatamente.  E questionou a falta de fé dos discípulos. Como que eles não compreendiam tal fenômeno.
               Seriam seres elementais, o sujeito da ação repressora?
       Assim sendo,podemos citar como exemplo de seres elementais os gnomos (elementais da terra), as sílfides (elementais do ar, as salamandras (elementais do fogo), entre outros, que desempenham papéis específicos no equilíbrio da vida da matéria em si. Em geral estes entes são desfeitos ao concluírem sua tarefa, mas alguns subsistem ate que, por não estarem vivificados pelo impulso que os criou se "dissolvam" em sua substância de origem.
Ha seres elementais constituídos artificialmente pelo homem (encarnado ou não), ou por outras entidades autoconscientes, por meio da forca do pensamento ou do desejo." ...                 
 "Como os seres elementais são corporificações da substancia dos mundos das formas, estão sujeitos a impulsos involutivos, devido as forcas caóticas profundamente infiltradas nos planos materiais na presente fase da Terra. Sua participação nos trabalhos de magia engendrados pelos pelo homem evidencia esse fato. ... "
           Veremos o que dizem os espíritos no Livro dos Espíritos a este respeito:
Podemos citar, por exemplo: Na Revista Espírita de 1859, o Espírito Erasto, ao responder algumas perguntas de Kardec sobre o tema, explica que há Espíritos encarregados por Deus de lidar com as forças da Natureza. Em edição da mesma revista do mês de março do ano de 1860, consta uma mensagem psicografa pela Sra. Boyer, de autoria de "Hettani", que se identifica como sendo "um dos Espíritos que presidem a formação das flores". Hettani diz que são milhares os espíritos de sua categoria e que eles também estão sujeitos a Lei de Evolução.
          Após a publicação dessa mensagem, Kardec um tanto quando desconfiado, resolve fazer as seguintes perguntas ao Espírito de São Luis: - Este Espírito é chamado Hettano; como ocorre que ele não tenha um nome e que jamais encarnou? R. É uma ficção.                     O Espírito não preside, de um modo particular, à formação das flores; o Espírito elementar, antes de passar para a série animal, dirige a ação fluídica na criação do vegetal; este não está ainda encarnado; mas não age senão sob a direção de inteligências mais elevadas, tendo já vivido bastante para adquirir a ciência necessária à sua missão. Foi um destes que se comunicou; ele vos fez uma mistura poética da ação das duas classes de Espíritos que agem na criação vegetal.

3. Este Espírito não tendo vivido ainda, mesmo na vida animal, como ocorre que seja tão poético?
R. Relede.
4. Assim o Espírito que se comunicou não é o que habita e anima a flor?
R. Não, não; eu vos disse bem claramente: ele guia.
5. Este Espírito que nos falou foi encarnado? R. Foi.
6. O Espírito que dá a vida às plantas e às flores, tem um pensamento, a inteligência de seu eu?
R. Nenhum pensamento, nenhum instinto.

        Fazendo-se uma analise do dialogo entre Kardec e o Espírito de São Luis, notamos que na terceira pergunta o Codificador não havia entendido muito bem a elucidação feita pelo Espírito. Entretanto com a decorrer do diálogo o entendimento fora se tornando mais claro
        Com base nessa conversa, entende-se que o Espírito que se comunicou como o gênio das flores na realidade já havia encarnado antes e, na realidade, dirigia espíritos bastante elementares (elementares, de simples, primário, rudimentar - e não no sentido esotérico de essência "elementais”). Esses espíritos bastante rudimentares equivaleriam o que na Codificação Espírita são referenciados por espíritos da natureza, e que na Escala Espírita contida no Livro dos Espíritos, é denominado por Espíritos zombeteiros.
       A Doutrina Espírita, portanto, prima pela simplicidade. Mas infelizmente nós aprendizes repetentes da escola da vida, não desistimos de complicar e de entrar pela porta ampla da ficção ou do Esquisoterismo.
       Sobre o Livro dos Espíritos (LE), podemos destacar:
       Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus. (LE 536)
       Os fenômenos da Natureza às vezes têm, como imediata razão de ser, o homem. Na maioria dos casos, entretanto, têm por único motivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da Natureza. (LE 536 a)
        Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos. Os Espíritos são encarregados de exercer certa influência sobre os elementos da Natureza para os agitar, acalmar e dirigir. (LE 536 b)
        É destituída de fundamento e está muito aquém da verdade a crença dos antigos que consideravam os Espíritos como divindades com atribuições especiais, sendo que uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir ao fenômeno da vegetação, etc. (LE 537)
Os Espíritos que presidem aos fenômenos geológicos não habitam positivamente a Terra. Presidem aos fenômenos e os dirigem de acordo com as atribuições que têm. Dia virá em que receberemos a explicação de todos esses fenômenos e os compreenderemos melhor.  (LE 537 a)
       Os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza não são seres à parte na criação. São Espíritos que foram encarnados como nós ou que o serão. (LE 538)
Os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza pertencem às ordens superiores ou às inferiores da hierarquia Espírita, conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens. (LE 538 a)
        A produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é obra de massas inumeráveis de Espíritos, que se reúnem para produzi-los. (LE 539)
Os Espíritos que exercem ação nos fenômenos da Natureza operam uns com conhecimento de causa, usando do livre-arbítrio, e outros por efeito de instintivo ou irrefletido impulso. (LE 540)
       Os animais de ínfima ordem, que fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos, executam essas obras provendo às suas necessidades e sem suspeitarem de que são instrumentos de Deus. Há aí um fim providencial e essa transformação da superfície do globo é necessária à harmonia geral. (LE 540)
       Os Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto. Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência de seus atos e estejam no gozo pleno do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um certo desenvolvimento, ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material.             Depois, poderão dirigir as do mundo moral. (LE 540)
Tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o nosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto! (LE 540)
Conclusão:
       Não pode haver dúvidas sobre o papel que os Espíritos desempenham nos fenômenos da Natureza. Ou será que pode haver?!
Na questão 538 vemos que os Espíritos que exercem esses fenômenos foram encarnados como nós ou que o serão. Como assim: “ou que o serão”? Quer dizer que entre a animalidade e o reino hominal existem intermediários espirituais? Será que têm fundamento as histórias dos elementais, gnomos, fadas, duendes, silfos, nereidas, elfos, sátiros?
     Como curiosidade destacamos um trecho do capítulo 50 da obra Nosso Lar, de André Luiz psicografada por Francisco Cândido Xavier:  

“Concentrei-me em fervorosa oração ao Pai e, nas vibrações da prece, dirigi-me a Narcisa encarecendo socorro. Contava-lhe, em pensamento, minha experiência dolorosa, comunicava-lhe meus propósitos de auxílio e insistia para que me não desamparasse.
Aconteceu, então, o que não poderia esperar.
Passados vinte minutos, mais ou menos, quando ainda não havia retirado a mente da rogativa, alguém me tocou de leve no ombro.
Era Narcisa que atendia, sorrindo:
- Ouvi seu apelo, meu amigo, e vim ao seu encontro.
Não cabia em mim de contentamento.
A mensageira do bem fixou o quadro, compreendeu a gravidade do momento e acrescentou:
- Não temos tempo a perder.
 Antes de tudo, aplicou passes de reconforto ao doente, isolando-o das formas escuras, que se afastaram como por encanto. Em seguida, convidou-me com decisão:
- Vamos à Natureza.
Acompanhei-a sem hesitação, e ela, notando-me a estranheza, acentuou:
- Não só o homem pode receber fluidos e emiti-los. As forças naturais fazem o mesmo, nos reinos diversos em que se subdividem. Para o caso do nosso enfermo, precisamos das árvores. Elas nos auxiliarão eficazmente.
Admirado da lição nova, segui-a, silencioso. Chegados a local onde se alinhavam enormes frondes, Narcisa chamou alguém, com expressões que eu não podia compreender. Daí a momentos, oito entidades espirituais atendiam-lhe ao apelo. Imensamente surpreendido, vi-a indagar da existência de mangueiras e eucaliptos. Devidamente informada pelos amigos, que me eram totalmente estranhos, a enfermeira explicou:
- São servidores comuns do reino vegetal, os irmãos que nos atenderam.
E, à vista da minha surpresa, rematou:
- Como vê, nada existe de inútil na Casa de Nosso Pai. Em toda parte, se há quem necessite aprender, há quem ensine; e onde aparece a dificuldade, surge a Providência. O único desventurado, na obra divina, é o espírito imprevidente, que se condenou às trevas da maldade.
Narcisa manipulou, em poucos instantes, certa substância com as emanações do eucalipto e da mangueira e, durante toda a noite, aplicamos o remédio ao enfermo, através da respiração comum e da absorção pelos poros.
O enfermo experimentou melhoras sensíveis. Pela manhã, cedo, o médico observou, extremamente surpreendido:
 - Verificou-se esta noite extraordinária reação! Verdadeiro milagre da Natureza!”